Uma carteira de clientes grande não é sinônimo de uma carteira saudável. O correto não é analisar o número total de clientes cadastrados, mas sim o faturamento recorrente. O importante mesmo é ter uma carteira ativa.
Se a sua indústria ou distribuidora não tem regras claras de ativação e inativação, a gestão de carteira de clientes vira um exercício de memória ou feeling. Seu vendedor vai ligar para quem lembra, priorizar quem pressiona e consequentemente, deixar oportunidades esfriarem silenciosamente.
Por isso é tão importante estabelecer regras de ativação e inativação de clientes, de modo que toda a equipe tenha claro como agir com cada grupo.
Antes de falar sobre estratégia, vamos deixar claro os conceitos de clientes ativos e inativos
São aqueles que:
Quando nos referimos a uma carteira de clientes B2B, especialmente em indústrias e distribuidoras, é importante que o conceito de cliente ativo esteja ligado ao comportamento de compra e não apenas ao cadastro no sistema.
São aqueles que:
O mais importante a ser entendido aqui é que cliente cadastrado não é cliente ativo.
Regras de ativação e inativação são critérios definidos pela empresa com base no comportamento de compra do cliente. Elas definem quem está comprando ativamente e quem não está demonstrando interesse.
Seu principal objetivo é eliminar o achismo, já que a empresa passa a tomar decisões com base em parâmetros claros em vez de depender da percepção individual do vendedor.
Listamos alguns exemplos de regras comuns:
Quando o cliente ultrapassa determinado critério, ele pode ser automaticamente classificado como cliente inativo.
Da mesma forma, ao voltar a comprar dentro da regra definida, ele passa a ser considerado cliente ativo.
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Quando seu negócio não tem critérios claros sobre clientes ativos e inativos, o impacto aparece rapidamente. Veja algumas situações comuns nesse cenário:
Se não houver regra de inativação de clientes, ninguém vai sair oficialmente da carteira. Logo, o vendedor vai continuar sendo responsável por dezenas ou centenas de contas que não compram há meses.
Quando o time não sabe quem deve ser priorizado, a tendência é que ele atue de forma reativa. Isto é, a prioridade passa a ser quem liga primeiro, ou é orientada pelo “achismo” do vendedor.
Essa falta de foco prejudica a estratégia de reativação de clientes.
Quando a indústria não conta com uma gestão de carteira clara, o pipeline vai misturar oportunidades reais com expectativas vagas. As decisões passam a ser no feeling e não baseadas em dados.
Como resultado a equipe não tem previsibilidade, o que prejudica o giro de carteira.
A empresa enfrenta uma alta taxa de inativação de clientes e uma baixa taxa de reativação, o que impacta diretamente a receita e a sustentabilidade do negócio.
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Um CRM especializado na gestão de carteiras de indústrias e distribuidoras vai além de registrar visitas e pedidos. Ele gera dados que ajudam a definir as estratégias comerciais do negócio.
Na prática, isso significa que a empresa terá:
Portanto, com um CRM, o vendedor para de trabalhar no improviso e passa a utilizar dados para guiar suas ações.
O período deve ser definido com base no ciclo médio de compra do seu produto. Indústrias com recompra mensal podem considerar 60 ou 90 dias como alerta, enquanto ciclos mais longos exigem janelas maiores.
A taxa de inativação pode ser calculada dividindo o número de clientes que deixaram de comprar dentro do período definido pelo total de clientes ativos no início do período.
Em muitos casos, a reativação de clientes B2B é mais rápida e menos custosa do que a aquisição de novos clientes. Clientes inativos já conhecem sua empresa, o que reduz barreiras de confiança.
Um CRM com foco em giro de carteira organiza automaticamente clientes ativos e inativos, gera alertas de risco e prioriza contas com maior probabilidade de recompra.
Alguns indicadores importantes são: percentual de clientes ativos, taxa de reativação, frequência média de compra, ticket médio e giro da carteira.
Como vimos ao longo do artigo, uma carteira grande não é o que impacta no faturamento do negócio. O mais importante é ter uma carteira saudável que vende mais porque está sempre em movimento.
A melhor estratégia para ter controle da gestão de clientes ativos e inativos é investir em um CRM especializado.
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