A fidelização de clientes é uma estratégia vital, mas muitas vezes negligenciada pelos gestores. O mais comum é vermos todos (ou quase todos) os esforços direcionados para a aquisição de novos clientes, o que é um equívoco, tendo em vista que manter um cliente custa menos do que conquistar um novo.
Na realidade de indústrias e distribuidoras, onde o comercial lida com uma carteira com centenas de contas, torna-se ainda mais importante investir no relacionamento com os clientes. Para que isso seja feito de forma estratégica, o segredo é ter visibilidade sobre o comportamento da carteira.
Neste artigo vamos explorar mais esse assunto, além de apresentar como um CRM focado em relacionamento pode mudar essa realidade na prática.
A fidelização de clientes é uma estratégia que visa a manutenção do relacionamento com a sua atual base de consumidores.
Para indústrias, essas ações ganham outra dimensão, pois ao contrário de mercados onde o cliente compra por impulso, a fidelização industrial é construída em ciclos de recompra. Por exemplo, um cliente que compra a cada 60 ou 90 dias precisa ser lembrado quando chegar o momento de comprar novamente, ele precisa ser atendido de forma que sinta que sua conta é relevante. Agora, se ele fica 120 dias sem contato, as chances de migrar para um concorrente aumentam significativamente.
Quando falamos de fidelização de clientes na indústria, não nos referimos a programas de pontos ou descontos esporádicos. É sobre processo, ou seja, sobre criar meios que permitam que seu negócio saiba quais são as necessidades de cada cliente e seja capaz de agir com assertividade no momento certo.
Se engana quem pensa que o CRM é apenas uma ferramenta de vendas. Na verdade, um de seus principais diferenciais é a possibilidade de aprimorar o relacionamento com a sua base de clientes.
Por isso, um CRM para indústrias e distribuidoras precisa responder, com precisão, às seguintes perguntas:
Quando um CRM consegue responder a essas perguntas com dados confiáveis, a gestão comercial muda de patamar. O gestor para de apagar incêndios e começa a antecipar problemas.
Leia também: Churn na indústria: Como usar o CRM para prever a inatividade
A primeira contribuição do CRM para a fidelização de clientes é tornar a carteira visível. Com a integração ao ERP da empresa, o sistema cruza dados de pedidos com o histórico de cada cliente e classifica automaticamente quem está ativo, inativo recente ou inativo antigo.
Essa classificação parece básica, mas muda completamente a dinâmica da operação. Dessa forma, a equipe comercial começa cada dia com uma agenda baseada em prioridade real, não em memória ou intuição.
Uma das estratégias de fidelização de clientes mais eficazes na indústria é entrar em contato no momento certo. Parece óbvio, mas isso exige que o sistema saiba qual é o ciclo médio de compra de cada cliente e avise o vendedor quando esse prazo está se encerrando.
Um cliente que compra regularmente a cada 45 dias precisa receber um contato por volta do 40º dia. Não no 60º, quando ele já pode ter comprado de outro fornecedor. Esse timing é o que separa uma gestão de carteira proativa de uma reativa.
Quando as informações sobre o cliente ficam no CRM (e não no WhatsApp pessoal do vendedor) a empresa retém o conhecimento mesmo quando há rotatividade no time comercial. O novo vendedor assume a carteira com contexto,ou seja, ele sabe o que foi comprado, o que foi discutido, quais são as preferências e necessidades daquele cliente.
Ter controle desse histórico é também uma estratégia de fidelização de clientes, pois o cliente percebe a diferença quando é tratado como alguém que a empresa realmente conhece e não como um número que precisa ser reabordado do zero a cada troca de vendedor.
Reativar clientes inativos é uma das oportunidades mais subestimadas na indústria. Um cliente que já comprou da sua empresa, conhece seu produto e teve uma boa experiência tem uma barreira de reentrada muito menor do que um cliente novo.
O problema é que, sem um CRM, a reativação depende de alguém se lembrar de ligar. Com um CRM, o processo é automatizado: o sistema identifica os inativos, classifica por potencial e prioridade, e gera uma fila de contatos para o time. A empresa para de depender da memória de cada vendedor e começa a trabalhar com um processo replicável.
Fizemos uma lista com algumas estratégias de fidelização de clientes que podem ser aplicadas na realidade industrial com a ajuda de um CRM. Confira:
Uma das funcionalidades que diferenciam o CRM da EOX de outras ferramentas genéricas do mercadil é a possibilidade de classificar a carteira e definir cadências de atendimento específicas para cada perfil. Clientes estratégicos recebem atenção mais frequente, á os clientes de menor volume recebem um contato mais espaçado, mas ainda assim planejado.
Em vez de o vendedor decidir por conta própria para quem ligar, o CRM gera uma agenda baseada em dados: quem precisa de follow-up hoje, quem está perto do ciclo de recompra, quem está sem contato há muito tempo.
Leia também: Como o atendimento ao cliente pode impactar as vendas no B2B
Clientes que deixaram de comprar por um determinado período podem receber uma abordagem personalizada, seja com base no histórico de pedidos ou no segmento de atuação. Percebe como isso é diferente de um e-mail genérico? É uma abordagem que demonstra que a empresa sabe o que aquele cliente costumava comprar.
Quando cada vendedor trabalha de um jeito diferente, é impossível garantir consistência no relacionamento com o cliente. O CRM cria um processo único para toda a equipe e isso, por si só, já é uma forma de fidelização, porque o cliente passa a ter uma experiência mais previsível com a empresa.
Confira: Venda mais vezes para o mesmo cliente com o CRM
Ao longo do artigo conseguimos ver que na indústria, a fidelização de clientes começa pela visibilidade da carteira. Para isso, são necessários processos claros de acompanhamento e reativação. Além disso, o relacionamento com os clientes deve ser tratado como um ativo da empresa, não de um vendedor específico.
O CRM é a ferramenta que viabiliza tudo isso. Mas precisa ser o CRM certo: aquele que entende as particularidades da operação industrial, integra com o ERP, classifica clientes por comportamento de recompra e garante que nenhum cliente importante fique invisível.
A EOX desenvolveu um CRM pensado especificamente para a realidade de indústrias e distribuidoras. Com integração ao ERP, classificação automática de clientes por ciclo de recompra e uma visão completa da carteira em tempo real, a plataforma transforma o relacionamento com clientes em um processo previsível.
Se a sua equipe ainda não sabe quais clientes estão em risco hoje, esse é o ponto de partida.
Fale com um especialista da EOX e veja como funciona na prática.
Sim, desde que o sistema esteja integrado ao ERP e configurado com os ciclos de recompra corretos para cada perfil de cliente. Quando o CRM monitora o tempo desde o último pedido e compara com o padrão histórico daquele cliente, é possível gerar alertas automáticos antes que o período de inatividade se torne crítico.
Planilhas dependem de atualização manual constante, logo, ficam desatualizadas rapidamente. Além disso, não geram alertas automáticos, não integram com o histórico de pedidos em tempo real e não criam uma agenda comercial priorizada. O risco maior é que a informação fica descentralizada: cada vendedor tem a sua planilha, e o gestor não tem uma visão unificada da carteira.
Esse é um dos cenários onde o CRM é mais estratégico. Quando as interações do representante são registradas no sistema (visitas, ligações, negociações) a empresa retém o histórico do relacionamento mesmo que o representante seja substituído. Além disso, o gestor consegue identificar quais clientes não estão sendo atendidos pelo representante e acionar o canal de vendas internas para cobrir essas contas.
Reativar um cliente que já comprou é, em geral, muito mais rápido e menos custoso do que prospectar alguém novo. O cliente inativo já conhece o produto, já passou pelo processo de aprovação de fornecedor e já tem uma relação com a empresa. O esforço se concentra em entender o motivo da inatividade e apresentar uma abordagem personalizada, algo que o CRM viabiliza com dados do histórico de relacionamento.
Não existe um número fixo, mas essa necessidade costuma ocorrer quando a equipe comercial já não consegue acompanhar toda a carteira com a frequência necessária. Quando clientes deixam de receber contato por falta de capacidade de acompanhamento já é sinal de que o processo manual não escala.
Descubra neste guia completo o que é um CRM, benefícios para empresas e como definir…
Toda semana, alguém do time comercial exporta relatórios do CRM. Clientes ativos. Clientes inativos. Pedidos.…
A escolha entre o modelo de venda com equipe interna e a aposta nos representantes…
A integração CRM com ERP pode ser a solução que a sua indústria ou distribuidora…
Quando se fala em El Niño, a maioria das pessoas pensa imediatamente em chuva, seca…
A falta de visibilidade em vendas é um dos problemas mais comuns em indústrias e…